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sábado, 14 de janeiro de 2017

Não dê esmola! - Prof. Osmar Fernandes Em 21/03/2009 Código do texto: T1497546



Não dê esmola!
- Moço, me dá uma esmola aí, pelo amor de Deus!
              - Não Dou não! Olha lá o cartaz!... Está dizendo: “Não dê esmola!”.
              - Como é que vou alimentar os meus filhos?
              - Vá trabalhar! Faça como todo mundo.
              - Sou doente, miserável. Isso me impede.
              - Mas o cartaz diz, que, dar esmola é alimentar o crime.
              - Moço, quem diz isso, não conhece a miséria de verdade. “Quem dá aos pobres, empresta a Deus!”  O senhor nunca ouviu falar nisso?!
              - Já. Mas, também já ouvi muitas histórias sobre os pedintes... Malandragens, aproveitadores da boa-fé dos outros, etc.
              - Muita gente mente, sim! Disfarça... Usa crianças... Mas, eu não! Peço por necessidade mesmo. Meus filhos passam fome. O senhor não acha que por detrás desse cartaz tem muito interesse em jogo?
              - Como assim? Que interesse? O cartaz diz: não dê esmola!
              - Olha moço, tem muita gente graúda pedindo esmola, mas, de jeito diferente...  Através de ONGs, Televisão, Igreja, etc. O senhor não acha que esse cartaz está legalizando o jeito de pedir esmola e tirando o pão da boca de quem está morrendo de fome mesmo?
              - Sei não!... A senhora falando assim me deixa confuso. Nunca havia pensado nisso.
              - Basta o senhor olhar para os lados e verá um monte de mendigo, crianças cheirando cola, gente velha abandonada, gente desesperada que perdeu a vontade de viver... Somos farrapos humanos. Somos como ferro velho imprestável. Moramos debaixo de viadutos, ao relento, em bancos de praças... A pobreza está escancarada nas ruas. Somos o cemitério dos vivos-mortos. O que se lê nesse cartaz é mentiroso, é um crime... Até dá esmola pra mendigo, querem proibir!
  - Senhora, toma!... Vai matar a fome dos seus filhos.
  - Obrigado, moço! Deus lhe pague!

Prof. Osmar Fernandes
Em 21/03/2009
Código do texto: T1497546


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

NÃO ERA AMOR: Prof Osmar Fernandes em 06/01/2017 Código do texto: T5873951




NÃO ERA AMOR


Tanto amor, e só restou a dor....
Você me enganou e fugiu.
Não sou sofredor!
Foi você que mentiu.

Você separou e voltou...
Fez-me juras de amor!
Meu sonho você rasgou.
Não há mais a beleza da flor.

Fiz loucuras por nada!
Pensei que nosso amor era eterno.
Minha alma estava enganada.

Não era amor!
Era paixão de inverno!
Tudo morreu sonhador.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 06/01/2017
Código do texto: T5873951
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Viuvinha: Enviado por Prof Osmar Fernandes em 06/01/2017 Código do texto: T5873911

Viuvinha

A viuvinha me deu um aceno e um sorriso também.
Meu corpo me trai e me desengana...
Seu andar entorpece minha mente desassossegada.
Mulher desse jeito é um mal perigoso que só me faz bem.
Fico sonhando com ela em meus braços, sentindo minha pegada.
Essa mulher devia estar comigo na praia, em minha cabana.

Já não vivo direito, não durmo legal, tô morrendo por dentro.
Ela é a água doce do meu deserto de sonhos.
É meu calor, no frio desse amor, pra aquecer meu coração.
Já não vivo, vegeto, tô sem forças, não aguento...
Viver sem ela é o mesmo que não ter destino e nem salvação.
Esse amor é minha luz, minha estrada divina, meus belos planos.

Meu Deus, por que sofro tanto por meu amor?
Meu coração é limpo, tô sofrendo demais.
Só conhece essa tristeza quem vive a agonia dessa dor.
Não quero a predestinação dos irracionais...
Meu amor por ela é verdadeiro e capaz.
Meu Deus!... Abençoa esse amor; imploro sua paz.

Quando ela se aproxima, fico estonteante, perdido.
Ela é meu amor amante, e nem sabe disso!
Vivo um amor platônico, vazio, iludido...
Minha vida é linda... minha solidão de amor um lixo!
Sem essa dona não sou ninguém.
Vivo pensando nela; te amo meu bem.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 06/01/2017
Código do texto: T5873911
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Dia de Reis: dia 6 é conhecida como "Noite de Reis"

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do oriente" (Mateus 2:1) que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

          No dia 06 de janeiro comemora-se o dia de Reis, que na tradição cristã foi o dia em que os três reis magos levaram presentes a Jesus Cristo. Cada um dos reis magos saiu de sua localidade de origem, ao contrário do que pensamos - que viajaram juntos. 
          Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. A mirra é um arbusto originário desse país, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos. 
          O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão à sua divindade. Os incensos são queimados há milhões de anos para aromatizar os ambientes, espantando insetos e energias negativas, além de representar a fé, a espiritualidade. 
          Melchior ou Belchior partiu da Europa, levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses. 
          Em homenagem aos reis magos, os católicos realizam a folia de reis, que se inicia em 24 de dezembro, véspera do nascimento de Jesus, indo até o dia 06 de janeiro, dia em que encontraram o menino. A folia de reis é de origem portuguesa e foi trazida para o Brasil por esses povos na época da colonização. Durante os festejos, os grupos saem caminhando pelas ruas das cidades, levando as bênçãos do menino para as pessoas que os recebem. É tradição que as famílias ofereçam comidas aos integrantes do grupo, para que possam levar as bênçãos por todo o trajeto. Os integrantes do grupo da folia de reis são: mestre, contramestre, donos de conhecimentos sobre a festa, músicos e tocadores, além dos três reis magos e do palhaço, que dá o ar de animação à festa, fazendo a proteção do menino Jesus contra os soldados de Herodes, que queriam matá-lo. 
          Além desses personagens, os foliões dão o toque especial, seguindo o cortejo. Uma tradição bem diferente da nossa acontece na Espanha, onde as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de capim ou ervas, a fim de alimentar os camelos dos Reis Magos. Contam as lendas que em troca, os reis magos deixam doces e guloseimas para as crianças. 
          Em alguns países fazem a comemoração repartindo o Bolo Rei, que tem uma fava no meio da massa. A pessoa que for contemplada com a fava deve oferecer o bolo no ano seguinte. Na Itália a comemoração recebe o nome de Befana, uma bruxa boa que oferece presentes às crianças. No país não existe a tradição de se presentear no dia 25 de dezembro, mas no dia 06 de janeiro, dia de reis. O dia de reis é tão importante na Europa que se tornou feriado em todo o continente.



Por Jussara de Barros

Graduada em Pedagogia

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Língua - Prof Osmar Fernandes



Língua



A língua de algodão não devora, lambe.
A de lâmina corta, dói, feri profundamente.
Uma é doce como mel.
A outra tem cheiro de morte.

Tem muitos tipos de línguas...
Uma dá prazer, a outra dá medo.
Uma é cacto, a outra laboriosa.
Toda língua tem sua metamorfose.

Quem entende de língua é a linguagem...
Muita explicação e tanta bobagem.
Nem tudo leva aos encontros silábicos.

Quando duas línguas se encontram no céu...
Ah, só as entende quem tem fé!
Algumas falam aos cães, outras aos sábios.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 28/12/2016
Código do texto: T5865749
Classificação de conteúdo: seguro

Adjetivos




Adjetivos
Sai sem rumo por uma estrada sem luz.
Caminha a passos de tartaruga, com medo do final.
A tempestade está ao seu redor; trovejada.
O céu tremula em revoada...
Continua sempre reto sem curvas.
Se é destino não se saberá nunca.
Seu pesar é turvo!

Não há lágrimas, só desespero.
Como ovelha, não berra; vai ao sacrifício.
Não é sonho, é pesadelo.
Não é ficção, nem filme, é o fim do grito.
Olha para todos os lados e não vê parede.
Ninguém pode lhe salvar!
Está como cardume de peixe em rede.

Subitamente faz sua retrospectiva...
Não deu ouvido aos conselhos.
Quer pedir perdão, mas não há mais tempo.
Como gado, vai ao abate sem piedade.
Nesse caso, não há mais consciência.
Teve o mundo aos seus pés, e, agora, só.
Viveu do sonho a realidade e, a experiência.

Agora, nem sol, nem chuva, nem estação.
Chegou a hora mais temível do ignorante.
O caminhante, mal sabe ele, que não tem volta.
Construiu um mundo destruidor, dominante.
O dominador é dominado dentro de si mesmo.
Não tem mais estrela, nem céu, nem Deus.
Sua vida teve tudo e sua morte não tem adjetivos.

Prof. Osmar Fernandes, 28/12/2016
Código do texto: T5865681



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Osmar Soares Fernandes - Vereador (PSB)



CAROS ELEITORES E ELEITORAS NOVA-LONDRINENSES


          Aproximando-se o final do mandato 2013 a 2016, para o qual fui eleito por vós “1º Suplente - PSB”, e, empossado (por motivos amplamente conhecidos), no Poder Legislativo Municipal de Nova Londrina/PR, por duas vezes: 10 de março de 2014 a 30 de junho de 2014; 15 de maio de 2015 até 31 de dezembro de 2016. Quero agradecer a todos a confiança em mim depositada e o apoio que me deram ao longo deste período. 
          A minha inexperiência obrigou-me a ter que aprender muito sobre leis e a Administração Pública, para conseguir cumprir ─ com isenção ─ as minhas funções. O Vereador é a pessoa eleita pelo povo para cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à administração pública, ditando as leis necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de execução administrativa. Portanto, não pode prometer, já que não tem poderes para cumprir e/ou realizar obras, resolver problemas da saúde, da educação, do esporte, da cultura, do lazer, do asfalto, do meio ambiente, do trânsito, dos loteamentos e casas populares, etc. Sua atribuição é auxiliar a administração nesses objetivos, por meio de Indicações e/ou Requerimentos. Funções principais:

          1. Função Legislativa: consiste em elaborar as leis que são de competência do Município, discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis, buscando organizar a vida da comunidade.

          2. Função Fiscalizadora: o Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento. Também fiscaliza através do pedido de informações.

          3. Função de Assessoramento ao Executivo: esta função é aplicada às atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas a serem implantadas por programas governamentais, via plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual (poder de emendar, participação da sociedade e a realização de audiências públicas).

          4. Função Julgadora: a Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos Vereadores.

          Chego ao fim de cabeça erguida e, com a certeza, do meu dever cumprido. Exerci minha função de acordo com o que preceitua a Constituição Federal e as Leis infraconstitucionais, e, evidentemente, minha consciência. Sempre votando e aprovando projetos para o bem da cidade e da população. Sou autor de inúmeros requerimentos, indicações, moções e dois projetos de leis (Que se transformaram em leis). Fiz denúncias quando foi preciso.

          Sempre visei os princípios constitucionais, que, são o que protegem os atributos fundamentais da ordem jurídica. Assim, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 apresenta um conjunto de regras e princípios básicos essenciais ao cidadão: Princípio da Legalidade; Princípio da Liberdade; Princípio da Igualdade; Princípio da Ampla Defesa; Princípio da Isonomia; Princípio do Contraditório; Princípio da Simetria; Princípio da Proporcionalidade da Lei. Além dos citados, existem uma série de outros princípios que fazem parte das demais áreas do Direito.

          Não deixem de exercer seus direitos de fiscalização junto à Administração Pública, pois, é um direito constitucional. Transparência e clareza são fundamentais num Estado Gerencial e num momento de globalização como o que vivemos. O sistema de informações à sociedade deve ser amplo, irrestrito, e deve ser compreendido como todo um conjunto, variando desde normas, órgãos públicos até equipamentos, recursos humanos e tecnológicos, cujo principal objetivo é garantir o exercício da cidadania através do direito à informação.




Que Deus os abençoe sempre! Feliz ano novo! 


                                          Nova Londrina, 27 de dezembro de 2016


Prof. Osmar Fernandes
Vereador – PSB



Documentos:








sábado, 12 de novembro de 2016

NÃO É AMOR, É SEXO



NÃO É AMOR, É SEXO
Sinto que você está me amando,
Sua boca diz que não...
Mas seus olhos dizem sim.
Minha presença a deixa tonta;
Você treme a voz, a mão.
Não sabe fingir.
Por acaso, nos abraçamos.
Beijo foi casualmente,
E, se entregou, enfim.
Foi assim que nós ficamos.
Tudo foi naturalmente,
E, agora, quer ser dona de mim.
Um momento, uma transa,
Que surgiu eventualmente,
Foi desejo imperdível.
Você chegou cheia de manha,
Foi prazer irresistível.
Foi sexo apenas, não lamente.
Agora, vem com esse jeitinho,
Querendo compromisso,
Querendo mais que isso,
Ser dona de mim!
Desse sentimento tô fugindo.
Sou livre, soberano, sou assim.
Eu não quero obrigação.
Vivo a vida adoidado,
Curto só a emoção.
Uma noite na balada,
Madrugada no motel,
É normal que aconteça assim.
Sou boêmio, sou festeiro.
Curto sexo, viva a vida.
Mas, do amor sou forasteiro.
Cada noite, uma despedida,
Fico apenas por ficar...
jamais penso em me casar.

Prof. Osmar Fernandes
Em 27/06/2009, texto: T1669652

Não tem ponto final - Prof. Osmar Fernandes Em 24/04/2011, texto: T2927250



Não tem ponto final

O céu se ilumina e o sonho voa.
E as flores brilham cercadas de relva.
Seu amor é fogo, gostoso, manhoso.
É livre como asa delta.

Não tem placas, nem sinal.
Prazer colorido de delírios e desejos.
Não tem ponto final.
Tem chama e queima e arde em beijos.

Essa é a nossa forma de ser feliz.
Sem compromisso com o tempo.
Tem as cores do arco-íris...

O prazer faz o vento nos levar.
Não é como azulejo no cimento...
É como onda em alto mar.


Prof. Osmar Fernandes
Em 24/04/2011, texto: T2927250


PERFEITO - poeta prof. Osmar Fernandes (Nova Londrina)


PERFEITO
Lábios colados,
Línguas frenéticas....
Bocas num laço,
Em corpos ardentes.
Tesão que se explode,
Prazer que flutua...
Química que sacode
O grande sentimento.

Desejo que se esvoaça
Além do infinito.
É vida, orgasmo,
Mito e vício...
Implacáveis.
Depois de saciado
Mundo fica leve
E o corpo agradece.

Quem vive esse gosto, gostoso,
Sente o poder dos deuses.
É perfeito.
Tem levitação.
O sonho fica manhoso,
Do céu ao favo...
Estremece o coração,
O amor sente-se amado.

Prof. Osmar Fernandes
Em 03/05/2011
Código do texto: T2946712


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Crise de existência




Crise de existência
Mundo cego, mudo, surdo.
Não sei o porquê tenho tanta dúvida da ciência!
É preciso descobrir o que está no escuro...
Está confusa minha consciência.

Será que Deus me virou as costas?
Será que foi quebrado o pacto do Dilúvio?
Tantas perguntas sem respostas!
Assim, meu cérebro fica esgúvio.

Será que amanhã será melhor que hoje?
Será que há reencarnação em um novo corpo?
De uma árvore boa pode nascer um fruto podre?

Falsidade, corrupção, roubo, violência...
Será que o humano sempre viveu morto?
Ou será minha crise de existência?


Prof. Osmar Fernandes
Em 05/09/2009
Código do texto: T1793893


domingo, 30 de outubro de 2016

Manta


Jornal na lista...


Minha vizinha: Prof. Osmar Fernandes em 10/03/2009 Código do texto: T1478454 Classificação de conteúdo: restrito



Minha vizinha

Meu vizinho
Que era um sujeito normal,
Um dia passou mal,
Não teve solução,
Foi pro hospital
Com problema de pressão.

Sua mulher,
Uma coroa enxuta,
Em matéria de fruta,
Sabia mostrar seus melões...
Dava água na boca!
Tava no ponto, maduros.
Todo mundo queria pegar,
Tocá-los com as duas mãos.

Certo dia, o doutor ligou pra ela,
Falou que seu marido sofria do coração.
Ela chorou... Não acreditou.
E, com seu doutor, arrumou
Tremendo imbróglio, grande confusão.

Meu vizinho
Estava muito fraco.
Escutou toda aquela gritaria.
E, na enfermaria,
começou a passar mal,
Desmaiou...
Teve morte cerebral.

Hoje, minha vizinha
Vive na maior aflição.
Tá desesperada, viuvinha,
Numa eterna solidão.
Por onde passa, coitadinha,
Causa grande tentação.
Tem muita gente no meu bairro,
Que não sai mais do banheiro...
Matando seu desejo com muita imaginação.

Prof. Osmar Fernandes em 10/03/2009
Código do texto: T1478454
Classificação de conteúdo: restrito

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Lêda Soares de Almeida - uma homenagem à minha doce e adorável mamãe, Lêda





Lêda Soares de Almeida

Linda, aguerrida, mulher rainha.
Ensinou o amor à sua família.
Dedicou-se ao lar dia após dia.
Aprendeu a ler e a escrever na escolinha.

Soberana, diplomada, professora.
Orquestrou sua vida com muita inteligência.
Alimentou sonhos e varreu ilusões com a sua vassoura.
Reinou em seu mundo com paciência.
Estabeleceu metas e venceu na vida.
Sempre autêntica, teve a glória merecida.

Destemida, enfrentou suas feras...
E assim, demarcou a sua era.

A esposa fiel, a mãe carinhosa e a amiga perfeita.
Luz que ilumina o sonho dos seus filhos.
Mais que um ser-humano, uma mulher de brilho.
Entoou a canção do seu destino.
Investiu no seu sonho letra a letra.
Da roça a moradora dos Estados Unidos.
Alçou voos e conquistou o infinito.


Mãe, eu te amo!
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 20/05/2009
Reeditado em 26/09/2010
Código do texto: T1603891

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João Fernandes de Almeida - uma singela homenagem - acróstico




João Fernandes de Almeida

Justo, trabalhador e guerreiro de lutas.
Obstinado a realizar sonhos... Gigante.
A sua glória era os palanques... Vencer disputas.
O roceiro conquistou seu espaço muito elegante.

Foi boia-fria, gato, fazendeiro, vereador e prefeito.
Estendeu sempre sua mão amiga a um irmão.
Realizou projetos de vida e de administração.
Nutriu esperanças... Foi perfeito.
Aliança com companheiros - era lei.
Naturalmente, venceu e perdeu.... Era inabalável.
Dominava seu mundo, era líder nato.
Estabelecia metas e, enfrentava o fato.
Sustentava sua palavra inquebrantável.

Duelou com seus oponentes no campo das ideias.
E os vencia sem usar de subterfúgios... de odisseia.

A sua história está no coração do seu povo.
Luzeiro que Deus, tão cedo, o recolheu da vida.
Modelo de político em extinção.
Eternamente, seu nome será bem lembrado.
Isso se deve a tudo que fez em nome da verdade.
Dádiva de um homem de bom coração.
Assim, escreveu a sua história na humanidade.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 21/05/2009
Reeditado em 28/10/2016
Código do texto: T1605841
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Vamos salvar a água antes que a sede nos mate




Vamos salvar a água antes que a sede nos mate

          A água é o líquido mais precioso para toda a humanidade e para todo o ser vivo, em especial, a água potável, que é a água doce do planeta, que mata a nossa sede. Assim sendo, temos que refletir muito sobre o seu desperdício na hora de usá-la. Por exemplo: na hora de lavar o carro, lavar a calçada, escovar os dentes, lavar a roupa, etc.
          Outro fator importante é o cuidado que temos que ter com o lixo que jogamos em nossos rios e nos seus mananciais; o que pode poluí-lo de forma a envenená-lo, pondo assim, em risco, toda a população mundial.
          “Vamos salvar a água antes que a sede nos mate”. Salvar a água, é salvar a vida. Todos nós temos que ter essa consciência, urgentemente, pois, já há um estudo de especialistas sobre a falta de água em mais de vinte e nove (29) países, afetando mais de quinhentos (500) milhões de seres humanos.
          Durante muitos anos, muitos países brigaram pela posse do petróleo... Hoje em dia, estudos comprovam que se a escassez da água persistir, haverá guerra no mundo pela sua posse.
          Todo mundo tem que respeitar o meio ambiente, fazer a reciclagem do lixo, manter as margens dos rios limpas e economizar a água na hora de usá-la, para que as futuras gerações possam ter o mesmo prazer que todos nós. Ou salvamos a água, ou iremos morrer de sede.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 23/02/2013
Reeditado em 28/10/2016
Código do texto: T4155507
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Mijador








Mijador

Depois das dez da noite
É o point da velha juventude.
O local é fedorento,
E o mais exótico da cidade.
A galera vai de carro
Ou a pé para devassidão.
Bituqueiros fazem plantões...
Há muita imoralidade.
O poder maligno ganha magnitude.
O inferno sorri, vê-se vociferar o cão.

Participam tribos de todas as idades.
Dos caras lisas aos de rugas nas caras.
Mutantes esquisitos e esquisitos sem identidades.
Todos são virulentos dessa desgraça.
O mijador é o ponto da seita do mal.
Leva à loucura, ao vício, o bicho-homem animal.

Por uma ponta de bituca, de cigarro, declara-se guerra.
Os idiotas ingerem a droga como mel.
Levam suas famílias à tortura, à merda...
Contaminam o ar com esse fel.
São as pragas de séculos...
Exterminam a esperança
Dos pregos sem martelos.


Texto do livro “Espelho de Cristal”, Ed. Scortecci, SP, 2001, pág. 93 - Autor: Prof. Osmar Soares Fernandes.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 22/04/2012
Reeditado em 26/12/2013
Código do texto: T3626662
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Pai





Pai

Pai, ainda ontem
Você estava aqui
Ensinando-me à vida.
Encheu meu mundo
De sonhos
E esperanças.
Eu era seu menino,
Sua criança.
A nossa casa
Era o paraíso,
A grande dádiva.
Pai, você me preparou
Para o caminho...
Foi meu professor,
Meu mestre, meu sol.
Foi a luz que Deus
Me presenteou.
Quando cumpriu
A sua missão,
Ele o recolheu.
Abrigou-se o deserto
Em minha alma.
Meu mundo desmoronou.
Só restou a lembrança
E a sua eterna saudade.
Eu nunca me esqueci
Dos seus ensinamentos.
Seu amor nunca desertou...
Ficou em mim seus mandamentos.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 10/08/2014
Reeditado em 28/10/2016
Código do texto: T4917449
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Morra de inveja





Morra de inveja

Ainda que seu mau-olhado tente apagar meu brio,
O vento vem e sopra na direção do destino desejado...
Não há feitiço que impeça o meu grito delirante,
Nem choro mentiroso, invejoso, a destruir meu sonho.

Não adianta acender velas para as almas desamparadas.
Nem pense que sua mandinga vai me destruir.
Eu tenho um Deus que é o dono da vida e da morte.
Ele é meu protetor desde o dia que eu parti consagrado.

Você que me deseja o pior, eu digo: seu Satanás não tem poder.
Eu tenho a força do bem, do amor e sou abençoado.
Sua tentação é uma derrota, sua ambição vai morrer.
Eu tenho a luz, vida própria, sou de Deus o predestinado.

Minha luta te incomoda, minha vitória te perturba; estou protegido.
Quem nasceu para brilhar não se abala com os seus infernos.
Enquanto você pensa em me apagar, caminho em frente.
Minha vitória será sempre o seu desgosto... Morra de inveja!


Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 15/11/2014
Código do texto: T5036127
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Quando a gente faz amor




Quando a gente faz amor

Quando a gente faz amor
Nosso corpo é nossa cama.
Nosso sonho não tem dor,
É destino, e a gente se ama.

Nosso amor é ternura.
Tem fome de paixão...
Não há desventura.
E, se embriaga no coração.

Somos dois num só desejo.
Amor que vive sem doer...
Sem segredo.


Esse amor é infinito.
Dor só de prazer...
No céu já estava escrito.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 10/11/2014
Reeditado em 28/10/2016
Código do texto: T5030228
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Um sonho quase perfeito






Um sonho quase perfeito

Senti seus olhos me vigiando,
Buscando minhas pegadas no deserto.
Estava loucamente me torturando...
Procurando nosso mundo insólito, incerto.

Coração solitário chorava.
O labirinto sem mapa tinha segredo.
Sentimento por mais que implorava,
Era consumido pelo medo.

O vento rasgou a madrugada,
O tempo não rompeu a aurora...
E o amor se perdeu na derrocada.

O destino que já nascera imperfeito,
Adormeceu nas cinzas de outrora...
E queimou um sonho quase perfeito.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 30/11/2014
Reeditado em 21/12/2014
Código do texto: T5053923
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Planeta mendigo



Planeta mendigo

Misturado aos urubus, esconde seu rosto, seu nome.
Briga por cada saco de lixo em busca de pão...
É a lei do mais forte para não morrer de fome.
A espécie demarca seu território como um cão.

Despe-se de sua imagem...
Assim, é o planeta mendigo!
Marca registrada do capitalismo selvagem.
A humilhação se estampa na face dos meninos.

O homem triste, do lixo,
Tem alma, é um ser-humano.
Vive como um bicho!
Vegeta nesse mundo desumano.

Nesse lugar a Pátria apagou a sua luz.
Falta o cumprimento constitucional...
Ali, cada um faz a sua lei, carrega a sua cruz.
É a fotografia da política social.
Prof Osmar Fernandes
Enviado por Prof Osmar Fernandes em 12/12/2014
Reeditado em 12/12/2014
Código do texto: T5067692
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